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A evolução do streaming: da chegada da Max ao Brasil às promoções agressivas no mercado norte-americano

A Warner Bros. Discovery confirmou uma mudança significativa em sua estratégia de distribuição de conteúdo digital, anunciando a transição da HBO Max para a plataforma unificada “Max”. A alteração, que já foi implementada nos Estados Unidos em meados de 2023, tem previsão de chegada ao mercado brasileiro em fevereiro de 2024. O movimento não é apenas estético; trata-se de uma reformulação robusta do catálogo e da tecnologia oferecida, com o objetivo claro de posicionar o serviço como a segunda maior plataforma de streaming no Brasil, repetindo o feito já alcançado no território norte-americano.

Expansão de catálogo e fusão de conteúdos

A principal promessa da Max é a integração de bibliotecas. A nova plataforma absorverá o conteúdo da Discovery, resultando na descontinuidade do serviço Discovery+. Com isso, o acervo passará a contar não apenas com os sucessos da HBO, Warner Bros., Universo DC e Cartoon Network, mas também com produções do Discovery Home & Health, ID, Discovery Kids e Adult Swim.

Em comunicado oficial e peças publicitárias divulgadas nas redes sociais, a empresa destaca que haverá “mais possibilidades do que nunca”, citando a presença de franquias de peso como Game of Thrones, Harry Potter e The Big Bang Theory. Além do volume, há um investimento na qualidade técnica: a promessa é de um aumento substancial em títulos disponíveis na resolução 4K, superando a marca de mil filmes e séries com essa fidelidade visual.

Transição para os assinantes atuais e a manutenção de descontos

Uma das maiores dúvidas dos consumidores diz respeito à migração das contas. A Warner assegurou que o processo será automático para a maioria dos dispositivos, exigindo no máximo uma atualização do aplicativo e um novo login simples. O histórico de visualização e as configurações de perfil serão preservados.

No tocante aos preços, a empresa informou que os valores atuais serão mantidos por um tempo limitado após o lançamento. Uma informação crucial para a base de usuários brasileiros refere-se à famosa promoção de lançamento da HBO Max, que oferecia 50% de desconto vitalício. Segundo a assessoria de imprensa, quem possui essa oferta ativa continuará usufruindo do benefício na nova plataforma, desde que cumpra os termos e condições originais da promoção e mantenha a assinatura faturada pela provedora original.

Novas modalidades de assinatura no Brasil

A estrutura comercial da Max será dividida em três níveis, todos com possibilidade de pagamento mensal ou anual (este último com desconto progressivo de até 36%).

O plano de entrada, “Básico com Anúncios”, custará R$ 29,90 mensais e permitirá o uso em duas telas simultâneas, porém com inserção de publicidade. Já o plano “Standard”, sem anúncios, sai por R$ 39,90 ao mês, mantendo as duas telas e permitindo até 30 downloads para visualização offline, mas sem acesso à tecnologia 4K. Para quem busca a máxima qualidade, haverá um novo plano Premium, focado na experiência UHD.

O cenário competitivo nos Estados Unidos

Enquanto o Brasil se prepara para essa reformulação, o mercado norte-americano vivencia um momento de disputas acirradas por assinantes, especialmente durante o período da Black Friday de 2025. O Hulu, um dos principais players locais, lançou ofertas agressivas envolvendo justamente o conteúdo da HBO Max e do canal STARZ.

A promoção, válida até o início de dezembro, permite que novos e antigos assinantes elegíveis do Hulu adicionem o pacote da HBO Max ou do STARZ por apenas US$ 2,99 ao mês durante um ano. O desconto é expressivo, considerando que o preço regular desses complementos gira em torno de US$ 9,99 e US$ 10,99, respectivamente, representando uma economia superior a 70%.

Entretanto, a dinâmica dessas ofertas nos EUA possui regras específicas de empacotamento. Para ter acesso ao desconto da HBO Max, por exemplo, o consumidor precisa estar vinculado ao plano “Hulu Trio”, que engloba também Disney+ e ESPN. Já a oferta do STARZ é mais flexível, estando disponível também para os assinantes dos planos “Duo”. Essas movimentações internacionais sinalizam como as gigantes do entretenimento estão dispostas a reduzir margens temporariamente para fidelizar o público em um ecossistema cada vez mais fragmentado.